APRENDIZAGEM PARA A VIDA TODA: MUITO ALÉM DA SALA DE AULA

Quando foi que você parou de estudar? Depois da graduação? Depois da pós graduação? Ou é daqueles que nunca parou? Daqueles que constantemente investem em conhecimento e buscam aprender novas habilidades?

Bem, se você busca ativamente novas maneiras de aprender, você coloca em prática no seu dia a dia o chamado “lifelong learning”, ou aprendizado para toda a vida. Com as mudanças cada vez mais aceleradas na vida moderna, a postura de eterno aprendiz ajuda nos processos de adaptação e mudança.

Há dez ou quinze anos, concluir o curso de graduação era suficiente para conquistar um bom emprego. Hoje, ter certificados em determinados sistemas ou tecnologias parece ter tanto valor quanto um diploma. Claro que isso não se aplica igualmente a todos os campos profissionais, mas a cada dia, mais pessoas estudam por conta própria e buscam cursos rápidos para complementar sua formação.

O conhecimento hoje mora não só na sala de aula, mas no escritório, em casa, na rua e nas telas que fazem parte de nossa vida (TV, smartphone, tablet, notebook, computadores). A busca pelo aprendizado é individual, independe de estímulos externos e se estende para além do ensino formal.

 

Como aprender?

Programas formais de longa duração: oferecidos em escolas técnicas ou universidades são hoje um ponto de partida, não de chegada. São o primeiro passo de quem quer se desenvolver em uma área específica. São programas mais longos, que duram entre dois e seis anos. Também entram na educação formal os programas de pós graduação, da especialização ao doutorado. São maneiras guiadas de aprendizagem, que seguem currículos padronizados e regras estabelecidas formalmente sobre o que o aluno deve aprender.

Programas formais de curta duração: oferecidos para quem quer aprender aspectos específicos sobre determinado tema, com maior ênfase na prática do que na teoria. Podem ser oferecidos presencialmente ou por meio de plataformas virtuais. Normalmente são mais curtos e também seguem um roteiro do que o aluno deve aprender. Apesar disso, são mais flexíveis que cursos universitários, por exemplo.

Programas informais: o estudante busca o conhecimento de acordo com sua necessidade e com os canais que ele considera mais adequados. Pode incluir a leitura de um livro, assistir a uma série de vídeos, ouvir podcasts, exercitar em plataformas de simulação, etc. Há também formatos de mentoria, em que o profissional escolhe um mentor que o oriente e aprendizado entre pares. Aqui, o processo é totalmente centrado nas necessidades do aluno e ele pode definir seu ritmo

 

Como definir o que é preciso aprender?

Para ser efetivo, o lifelong learning deve estar ligado ao propósito e aos objetivos individuais e profissionais. Adquirir conhecimentos em sua área de atuação ou em áreas onde pretende atuar, são escolhas que podem ser feitas e ajudam a direcionar o plano de estudos. A autonomia do estudante é grande, pois ele vai escolher o, quando e com qual velocidade quer assimilar novos conhecimentos.

Para quem não sabe por onde começar, um direcionamento pode vir de conversas com seu líder durante sua avaliação de performance anual ou nos encontros pontuais de feedback. A partir daí, vocês podem perceber a necessidade de focar mais em uma área do aprendizado do que em outra.

Para aprender sozinho ou fora do sistema formal de ensino, é preciso ter disciplina e manter uma postura de aprendizagem para a vida toda. Isso inclui planejar o tempo e identificar as melhores fontes de aprendizado. O consultor de vendas da Up Brasil, Matheus Araújo de Melo adota essa prática e se define como autodidata. “Além de buscar conhecimento, é preciso aplicar o que aprendeu. Com o trabalho em home office, eu criei um programa de estudos que coloco em prática, aprendo algo novo todos os dias. Acredito que o sucesso é amigo da disciplina”, explica.

E você, quais são suas boas práticas de aprendizagem?

 


Back to Top