AUDITORIA INTERNA: GUARDIÃ DA ÉTICA E DAS ATITUDES POSITIVAS

 

Durante a Semana Guardians, um dos temas dos quais tratamos é  auditoria interna, que  tem como principal objetivo certificar-se de que os controles executados pelas áreas são confiáveis e íntegros. A auditoria serve também para confirmar se os processos estão sendo executados da maneira como foram previstos, com obediência às normas, aos princípios de governança e às leis que regem nosso segmento.

            O papel do auditor é identificar possíveis não conformidades e acompanhar os planos de ação feitos pelas áreas. O auditor tem independência e autonomia para fazer seu trabalho, que é focado em possíveis falhas do processo e na resolução de conflitos, sempre de forma construtiva.

            A atividade de auditoria pode ser exercida por uma equipe interna, formada por colaboradores qualificados, ou externa (empresas especializadas em diferentes segmentos). Na Up Brasil, temos um planejamento anual de auditorias, construído a partir das demandas da diretoria e das necessidades do negócio. Para Brunno da Silva, gerente  de Auditoria Interna e Gestão de Riscos, o auditor contribui para que acionistas e gestores possam certificar-se de que o negócio acontece em conformidade com as diretrizes corporativas. “A auditoria não tem interesse próprio. O trabalho é feito com foco em gerar valor para o negócio e identificar elementos que possam estar impedindo que isso aconteça”, diz Brunno.

            Confira abaixo alguns pontos que foram tratados durante a Semana Guardians:

  • Passo a passo da auditoria: são oito etapas - mapear os processos; identificar os riscos; identificar atividades de controle; elaborar check list; evidenciar processos; relatar não conformidades; receber o plano de ação e fazer o acompanhamento do plano de ação.
  • Papel das equipes durante auditoria: antes da auditoria, há um estudo prévio e levantamento de informações. Durante, as áreas devem disponibilizar pessoas aptas a atender o auditor e apresentar os controles solicitados, tirar possíveis dúvidas. Depois, receber o relatório de não conformidades, elaborar planos de ação e implementá-los.
  • Escopo da auditoria: o foco está no processo e nos controles executados pelas áreas. O auditor não vai avaliar a performance das pessoas, os planos de ação ou mesmo identificar possíveis desvios de conduta. Vai entender o processo e, caso exista alguma não conformidade, ela deverá ser resolvida pela própria área.
  • Aspectos técnicos: o auditor, normalmente, trabalha sozinho, principalmente em estruturas enxutas. Tudo é planejado com antecedência. Uma auditoria pode durar alguns dias ou chegar a meses. Tudo depende da complexidade. Ao final, é apresentado um relatório de não conformidades e elaborado um cronograma para as próximas etapas.
  • Nossos resultados: na Up Brasil, as auditorias internas estão relacionadas aos resultados corporativos. Nos últimos dois anos, houve um ganho de cerca de R$ 2 milhões na melhoria de processos críticos da empresa, que trouxeram redução de custos ou incremento de receitas.
  • Comitê de auditoria: formada pelo Comitê de Direção e pelos nossos auditores, é um espaço de apresentação de resultados e discussão estratégica. Realizado trimestralmente.

 

Mitos e verdades

Historicamente, existem fatores que passam a fazer parte do imaginário das pessoas sobre auditoria. Durante o treinamento, Brunno da Silva falou sobre os mais comuns:

 

  • Auditoria não é “polícia” corporativa. Ela tem o papel de identificar a não conformidade e relatar sua existência, para que a própria área busque maneiras de resolver;
  • Auditoria tem agenda negativa, só aponta o que está errado: o reconhecimento pelo que está funcionando e trazendo bons resultados deve ser uma prática contínua dos gestores. O papel dos auditores é apontar o que precisa ser resolvido;
  • Melhor não falar nada, a não ser que auditor pergunte: as pessoas podem e devem participar ativamente da auditoria e contribuir para que o trabalho seja o mais completo possível.

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