SAIBA MAIS SOBRE POSSÍVEIS TRANSTORNOS DA MENTE

Quando o assunto é suicídio, os médicos afirmam que existem dois principais fatores de risco: a tentativa prévia e os transtornos mentais, principalmente quando não identificados e tratados previamente. Os mais comuns incluem depressão, transtorno bipolar, alcoolismo e abuso/dependência química, transtornos de personalidade e esquizofrenia.

 As tentativas prévias de suicídio são eventos não modificáveis, ou seja, não dá para alterar o que já aconteceu. Já os transtornos psiquiátricos tem uma série de causas ambientais, culturais e comportamentais, que podem ser modificadas com acompanhamento profissional e serviços de suporte.

Durante a pandemia do Coronavírus, alguns desses fatores modificáveis começaram a fazer parte de nossas vidas de maneira mais intensa: conflitos familiares, falta de apoio social, sentimentos de desesperança, desamparo, passar muito tempo sozinho, incerteza quanto à segurança pessoal e familiar, insegurança financeira.

           

Pandemia de transtornos mentais

A Organização Mundial da Saúde vem orientando os países a fortalecer seus serviços de saúde mental, para lidar com os impactos do Coronavírus sobre o comportamento das pessoas. Ao primeiro sinal de que algo vai errado, a orientação é buscar ajuda profissional.

Carissa F. Etienne, diretora da Organização Pan Americana de Saúde, alerta: “muitos de nós sentimos medo de uma infecção ou ansiedade quando estamos doentes; tristeza porque nossos entes queridos sucumbiram ao vírus; incerteza sobre o futuro, pois os empregos e a vida como conhecíamos ficaram ameaçados; oprimidos pelas notícias e desinformação; e solitários ou isolados após semanas ou mesmo meses de distanciamento social. Todos nós estamos sofrendo - especialmente aquelas pessoas afetadas por problemas de saúde mental pré-existentes”.

 

Procure ajuda em caso de sintomas

Depressão: estima-se que entre 6% a 8% da população terá pelo menos um episódio em um ano. É o diagnóstico mais frequentemente encontrado entre suicidas.

Sintomas comuns: sentir-se triste durante a maior parte do dia, diariamente; perder o interesse em atividades rotineiras; perder o apetite, com perda de peso, ou ter aumento do apetite, com ganho de peso; insônia, ou o contrário, necessidade aumentada de dormir; sentir-se cansado e fraco o tempo todo; sentir-se inútil, culpado e sem esperança; sentir-se irritado e cansado o tempo todo; sentir dificuldade em concentrar-se, tomar decisões ou lembrar-se das coisas; e ter pensamentos frequentes de morte e suicídio.

Tratamentos: psicoterapia de tipo interpessoal ou cognitiva, bem como medicamentos antidepressivos. Normalmente são combinados e indicados por profissionais qualificados.

 

Síndrome de Burnout: não esta associada diretamente aos fatores de risco para suicídio, mas quando não tratada, pode agravar-se e levar a depressão ou dependência química. É um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade.

Sintomas: cansaço excessivo, físico e mental; dor de cabeça frequente; alterações no apetite; insônia; dificuldades de concentração; sentimentos de fracasso e insegurança; negatividade constante; sentimentos de derrota e desesperança; sentimentos de incompetência; alterações repentinas de humor; isolamento; fadiga; pressão alta; dores musculares; problemas gastrointestinais; alteração nos batimentos cardíacos.

Tratamento: basicamente com psicoterapia, mas também pode envolver medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos). Mudanças nas condições de trabalho e, principalmente, mudanças nos hábitos e estilos de vida, com inclusão de atividades físicas regulares.

 

Ansiedade: estado emocional de apreensão, uma expectativa de que algo ruim aconteça. No estado de ansiedade a mente cria vários pensamentos negativos e fantasia diversas cenas temidas. O estado de ansiedade é acompanhado por reações físicas desconfortáveis. Os principais Transtornos de Ansiedade são: Síndrome do Pânico, Fobia Específica, Fobia Social, Estresse Pós-Traumático, Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Distúrbio de Ansiedade Generalizada.

No geral, os transtornos de ansiedade respondem muito bem ao tratamento psicológico especializado.

 

Procure ajuda

Caso você ou alguém que você conhece esteja vivenciando problemas emocionais graves, ofereça ajuda. Converse e oriente essa pessoa a procurar ajuda profissional. O psiquiatra é um médico que tem toda a condição de apoiar o paciente, orientando-o sobre o tratamento e as etapas do processo.

O site Setembro Amarelo possui um conteúdo bastante rico e diversificado, onde é possível se informar. Nesse mês, há uma programação de lives e palestras online. https://www.setembroamarelo.com/

CVV (telefone nacional 188): Centro de Valorização da Vida: canal de atendimento telefônico onde é possível conversar com um profissional qualificado, preparado para manter conversa com pessoas que manifestam ideias suicidas. https://www.cvv.org.br/


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