SETEMBRO AMARELO: TEMPO DE FALAR SEM PRECONCEITOS SOBRE SUICÍDIO

Em 10 de setembro acontece o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Aproveitando a data simbólica, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza nacionalmente o Setembro Amarelo. A iniciativa existe desde 2014 e conta cada vez mais com a participação da sociedade.

Em 2020, a campanha tem como tema “É preciso agir” e tem como objetivo conscientizar e mobilizar indivíduos e organizações para a importância de se mobilizar e diminuir o número de casos de suicídio no Brasil. Confira a seguir alguns números que mostram o tamanho do problema, segundo Organização Mundial da Saúde:

  • A cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio no mundo;
  • A cada 3 segundos, uma pessoa atenta contra a própria vida no mundo;
  • São registrados cerca de um milhão de óbitos por suicídio no mundo, a cada ano;
  • No Brasil, a estimativa é de 12 mil casos anuais, mas existe subnotificação;
  • Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estão ligados a transtornos mentais, como depressão e transtorno bipolar, que não foram tratados corretamente ou nem sequer foram identificados.

 

Site da campanha

No site http://www.setembroamarelo.com, é possível encontrar uma grande quantidade de materiais informativos e esclarecedores, que podem ajudar as pessoas a buscarem ajuda e também a oferecerem ajuda, dentro de uma perspectiva técnica, longe de “achismos”, preconceitos ou “receitas mágicas”. A campanha é uma ação coordenada de prevenção e todos nós podemos fazer parte dela. Para isso, informação é fundamental.

 

Mitos e verdades sobre suicídio

Mito Verdade

O suicídio é uma decisão individual, já que cada um tem pleno direito a exercitar o seu livre arbítrio.

Os suicidas estão passando quase invariavelmente por uma doença mental que altera, de forma radical, a sua percepção da realidade e interfere em seu livre arbítrio. O tratamento eficaz da doença mental é o pilar mais importante da prevenção do suicídio. Após o tratamento da doença mental o desejo de se matar desaparece.

Quando uma pessoa pensa em se suicidar terá risco de suicídio para o resto da vida.

O risco de suicídio pode ser eficazmente tratado e, após isso, a pessoa não estará mais em risco.

As pessoas que ameaçam se matar não farão isso, querem apenas chamar a atenção.

A maioria dos suicidas fala ou dá sinais sobre suas ideias de morte. Boa parte dos suicidas expressou, em dias ou semanas anteriores, frequentemente aos profissionais de saúde, seu desejo de se matar.

Se uma pessoa que se sentia deprimida e pensava em suicidar-se, em um momento seguinte passa a se sentir melhor, normalmente significa que o problema já passou.

A maioria dos suicidas fala ou dá sinais sobre suas ideias de morte. Boa parte dos suicidas expressou, em dias ou semanas anteriores, frequentemente aos profissionais de saúde, seu desejo de se matar.

Quando um indivíduo mostra sinais de melhora ou sobrevive à uma tentativa de suicídio, está fora de perigo.

Um dos períodos mais perigosos é quando se está melhorando da crise que motivou a tentativa, ou quando a pessoa ainda está no hospital, na sequência de uma tentativa. A semana que se segue à alta do hospital é um período durante o qual a pessoa está particularmente fragilizada.Como um preditor do comportamento futuro é o comportamento passado, a pessoa suicida muitas vezes continua em alto risco.

Não devemos falar sobre suicídio, pois isso pode aumentar o risco.

Falar sobre suicídio não aumenta o risco. Muito pelo contrário, falar com alguém sobre o assunto pode aliviar a angústia e a tensão que esses pensamentos trazem.

É proibido que a mídia aborde o tema suicídio.

A mídia tem obrigação social de tratar desse importante assunto de saúde pública e abordar esse tema de forma adequada. Isto não aumenta o risco de uma pessoa se matar; ao contrário, é fundamental dar informações à população sobre o problema, onde buscar ajuda etc.

Fonte: Cartilha Suicídio: Informando para Prevenir, elaborada pela Associação Brasileira de Psiquiatria e Conselho Federal de Medicina


Back to Top